Apesar de decisão judicial, caminhoneiros mantêm protestos no RS

Apesar da decisão da 6ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, que determinou a liberação das rodovias no Rio Grande do Sul, os caminhoneiros seguem concentrados em pelo menos nove pontos do Estado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que irá tentar notificar as lideranças da categoria. sobre a medida judicial.

A greve, que começou em 1º de agosto, já afeta o setor exportador de suínos, que deve suspender os abates. O setor avícola também se mostra apreensivo, já que o movimento impede o acesso ao Porto de Rio Grande. Os caminhoneiros que aderiram à paralisação convidavam os colegas a participar do movimento por um tempo determinado. Em todos os pontos, havia a concentração de caminhoneiros que protestavam contra o aumento do PIS/Cofins, que elevou o preço do diesel.

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) quer a aplicação de multa aos caminhoneiros que bloqueiam as estradas. A entidade encaminhou uma carta, assinada pelo presidente Gilberto Porcello Petry, à Polícia Federal e ao secretário de Segurança Pública do Estado. O documento solicita a atuação imediata da Polícia Rodoviária para que faça valer o artigo 3 da Lei 13.281, de 4 de maio de 2016, que prevê multa e penalidade administrativa para quem interromper a livre circulação nas vias públicas. Em Pelotas e Porto Alegre, postos de gasolina já indicam a falta de combustível.