Após quebra-quebra em protestos, Temer autoriza uso de tropas federais em Brasília

Diante dos confrontos registrados na Esplanada dos Ministérios, com prédios quebrados e incêndios, o presidente Michel Temer autorizou o uso de tropas federais para garantir a segurança e proteger prédios públicos em Brasília.

Temer escalou o ministro da Defesa, Raul Jungmann, para comunicar que, a pedido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decretou uma ação de garantia da lei e da ordem. Homens do Exército já protegem o Palácio do Planalto e o Palácio do Itamaraty, e tropas federais vão guarnecer outros órgãos públicos.

— A manifestação que seria pacífica degringolou para violência, vandalismo, agressão e ameaça — disse Jungmann.

O ministro não detalhou o efetivo que será empregado na ação. Ele teve uma reunião com Temer e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen, para avaliar o cenários e as medidas tomadas. O presidente já havia conversado com Maia, que sugeriu o uso das tropas federais.

Em nota, a Presidência afirmou que os atos de violência “colocaram em risco a vida e a incolumidade de servidores que trabalham na Esplanada”. Segundo o texto, o presidente ressalta que “não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário”.

Leia a íntegra da nota da Presidência da República

As manifestações ocorridas em Brasília nesta data, como largamente apresentado aos meios de comunicação, produziram atos de violência e vandalismo que, lamentavelmente, colocaram em risco a vida e a incolumidade de servidores que trabalham na Esplanada dos Ministérios nesta capital federal.

Diante de tais circunstâncias, o Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas, proporcionar evacuação segura dos prédios da esplanada e proteger o patrimônio público, tal como foi feito anteriormente em vários Estados brasileiros. Restabelecendo-se a ordem, o documento será revogado.

O Presidente da República ressalta que não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário.

 

GAÚCHA