Carro usado em assalto a banco com morte de PM no RS é apreendido

Um carro usado no assalto a uma agência bancária do Banrisul de Erval Grandex, no Norte do Rio Grande do Sul, na madrugada deste sábado (29), foi encontrado abandonado às margens do rio Uruguai. Conforme a Brigada Militar, com base na análise do veículo, ele foi furtado em Curitiba (PR). O sargento João Marcelo Borges Desidero, 43 anos, acabou morto após ser atingido por disparos.

Conforme o comandante do 13º BPM, coronel Fernando Carlos Bicca, há possibilidade de mais um ou dois carros envolvidos no ataque, mas ainda não há como confirmar. A polícia acredita que cerca de 10 ou 12 homens participaram do assalto.

Dentro do carro encontrado, policiais militares acharam uma nota fiscal de um supermercado de Curitiba, com data de sexta-feira (28). Nenhum suspeito foi identificado, e buscas seguem pela região.

“O carro foi furtado em Curitiba. Eles [assaltantes] destruíram sinais identificadores, mas conseguimos fazer a identificação [do veículo]. A perícia compareceu ao local e fez os exames, também na agência e na viatura [onde estava o PM baleado]”, disse o comandante

O sargento morreu durante a troca de tiros dos policiais militares com os criminosos. João Marcelo Borges Desidero foi atingido com dois tiros no abdômen. Ele foi levado em estado grave para o Hospital de Caridade de Erechim.

No entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu, conforme confirmou a Brigada Militar no começo da manhã deste sábado. O corpo vai ser sepultado em Alegrete, na Fronteira Oeste do estado, no domingo (29).

Após ver o colega ferido, o segundo policial militar que estava na ocorrência se rendeu. Os bandidos voltaram para o interior da agência e usaram explosivos para atingir caixas eletrônicos e o cofre da agência.

A BM diz que o dinheiro levado foi dos caixas eletrônicos. Em princípio, o cofre não foi aberto com as explosões.

Ainda de acordo com a Brigada Militar, os suspeitos teriam utilizado ao menos dois fuzis calibre 556, armamento que a polícia acredita ter ferido o sargento, que utilizava colete à prova de balas.

Policiais que atenderam a ocorrência comentaram que o calibre usado pelos bandidos não seria suportado pela proteção balística.

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Colete do sargento com manchas de sangue
após o tiroteio (Foto Divulgação/Brigada Militar
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