Comunidade faz mais uma caminhada pedindo respostas sobre desaparecimento de contadora

Em torno de 60 pessoas se reuniram em caminhada na manhã da terça-feira, 20 de março, em Boa Vista das Missões, para pedir respostas sobre o desaparecimento da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, que sumiu em 30 de janeiro.

O grupo entoou cantos e orações até a Gruta Nossa Senhora de Lourdes na Vila Trentin – no município vizinho de Jaboticaba –, localidade onde moram parentes de Sandra.

Logo em frente à imagem da santa, os participantes colocaram flores e depositaram cartazes que seguraram durante o ato, promovido por um grupo de mulheres que finalizaram durante o evento uma novena em favor de Sandra. “Que Nossa Senhora de Lourdes interceda junto a Deus e nos mande respostas, aceite este pedido para sabermos o que aconteceu com ela, onde está”, ressaltou uma das organizadoras, Elci Trentin, casada com um primo da contadora.

A caminhada marcou o aniversário de 26 anos de emancipação político-administrativa de Boa Vista das Missões, município onde ela residia com as três filhas mais novas e o marido, preso desde fevereiro investigado por envolvimento no caso. Paulo Ivan Landfeldt ocupava o cargo de presidente da Câmara de Vereadores na cidade, a qual possui pouco mais de 2 mil habitantes e está situada no Norte gaúcho. Essa foi a segunda caminhada realizada por moradores, amigos e familiares pedindo notícias sobre o desaparecimento e celeridade na investigação por parte da polícia.

Investigação

A Polícia Civil apura o desaparecimento desde que foi registrado pela família, na tarde de 30 de janeiro, em Palmeira das Missões. Na última atualização emitida à imprensa, na segunda semana de março, o órgão informou que o marido e o rapaz de 22 anos, que inicialmente disse tê-la matado em troca de dinheiro a mando de Paulo Ivan, não aceitaram ser interrogados com uso de detector de mentiras.

O jovem mudou sua versão e inocentou Landfeldt, sustentando que ouviu falar a respeito do caso e procurou o vereador para extorqui-lo.
Presos desde 23 de fevereiro, os dois fizeram uso do direito de permanecer em silêncio ao serem questionados por agentes acerca de diversos pontos contraditórios em seus depoimentos, divulgou a assessoria de imprensa da Polícia Civil.

Cristiane Luza/Folha do Noroeste

Foto/Capa Rádio Missões