Cpers realiza ato público em Palmeira das Missões

A cada momento novas manifestações de apoio à greve dos professores e em defesa da educação são realizadas. O terceiro dia de paralisação da educação registra, por todo o estado, protestos contra o pacote de medidas do governador Eduardo Leite (PSDB).

Em Palmeira das Missões, alunos e professores realizaram uma caminhada na manhã desta quarta-feira, 20. Os participantes saíram da praça Paulo Ardenghi e percorreram a avenida Independência e, por último, se concentraram em frente ao Colégio Estadual Três Mártires, o maior do município, que não aderiu à paralisação.

Os números em Palmeira das Missões, segundo levantamento da Secretária Estadual de Educação – SEDUC, revelam que a grande maioria das escolas estaduais aderiram à greve.

Paralisadas totalmente:

  • Instituto Estadual de Educação Borges do Canto
  • Escola Estadual Técnica Celeste Gobbato
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Cacique Neeguiru
  • Escola Estadual de Educação Básica de Palmeira das Missões –  Polivalente
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr. Paulo Westphalen
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Antônio de Souza Neto
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Venina Palma
  • Colégio Estadual Três Mártires

Paralisadas parcialmente:

  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Professora Carimela Pugliese Bastos
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Erci Campos Vargas
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Presidente João Goulart – CIEP
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental Vila Velha

Calendário Normal:

  • Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos e de Cultura Popular de Palmeira das Missões

Em conversa com a Rádio Palmeira, o diretor do 40º Núcleo do Cpers/Sindicato, Joel de Oliveira, declarou que a categoria não gostaria de estar em estado de greve e que esse é o último recurso utilizado, mas, neste momento faz-se necessário em virtude de todos os acontecimentos. “Essa caminhada foi para levar a informação, dar mais visibilidade a nossa causa e mostrar o quanto essas medidas vai mexer com a vida de quem constrói a educação pública. Esse projeto cruel irá afetar a vida de nossos educadores, está retirando seus direitos. Mais de 90% da população precisa da escola pública e nós defendemos que a escola pública seja de qualidade e, essa qualidade que está ameaçada hoje”, disse Oliveira.

De acordo com a 20ª CRE, que abrange 90 escolas, em 28 municípios, nesta quinta, 21, de 72 instituições que informaram a situação, 33 escolas trabalham normalmente; 23 têm paralisação total e 16 estão paralisadas parcialmente.

Texto e fotos: Carine Zandoná Badke

*Atualização às 14h05 do dia 21/11/2019