Deputados estão sob “intensa pressão de sindicatos e corporações”, diz Leite sobre ambiente para votação de pacote

O governador Eduardo Leite avaliou, nesta segunda-feira (16), que as incertezas envolvendo o apoio de aliados ao pacote de ajuste fiscal são resultado da articulação de sindicatos e corporações que representam os servidores. Segundo Leite, os parlamentares estão “sob intensa pressão de sindicatos e corporações”.

— A gente vive isso no momento em que não apenas as manifestações acontecem em frente à Assembleia, mas são sitiadas as redes sociais dos deputados, os telefones que recebem mensagem (…) Então (os deputados) estão sob intensa pressão. E muita desinformação gerada por sindicatos — disse Leite, em entrevista ao Gaúcha Atualidade.

O Piratini deseja votar entre terça (17) e quinta-feira (19) sete das oito medidas de ajuste fiscal enviadas à Assembleia Legislativa. Contudo, as propostas têm resistências de aliados, incluindo o MDB, maior partido da base — que terá uma reunião com o governador nesta segunda-feira.

— O MDB tem meu maior respeito e consideração, tenho honra em contar com eles na base aliada, mas são oito (deputados do MDB) dentro desses 40 (deputados da base aliada). Temos ainda 32 deputados da base aliada do governo, de diversos partidos, maiores e menores, que nos dão muita segurança em encaminhar essas votações. O MDB faz seus questionamentos, pertinentes, como o PP fez semana passada — afirmou.

Para aprovar sete dos oito textos do governo, 28 votos favoráveis são suficientes. Apenas a proposta de emenda à constituição (PEC) que trata da idade mínima de contribuição, que o Piratini espera votar em janeiro, demanda 33 votos para ser aprovada.

Ao Atualidade, Leite também disse que, se o ajuste fiscal não for aprovado, o resultado será a manutenção de alíquotas elevadas do ICMS — principal imposto estadual — e a precarização dos serviços prestados à população.

— Se não fizermos reforma e não tivermos aumento de imposto, vamos ter o caos. O salário vai atrasar ainda mais, o serviço vai se precarizar ainda mais, o investimento vai ser praticamente zero. Ou vai se pagar o preço em imposto ou sem investimentos e sem serviços — disse.

Fonte Gaúcha ZH

Por Sid Farias