Escolas e professores dizem ainda ter dúvidas sobre mudanças no Ensino no RS

As mudanças no Ensino Médio deve impactar na vida de quase 360 mil estudantes no Rio Grande do Sul. A proposta visa dar liberdade para que os estudantes escolham parte do conteúdo que será estudado. No entanto, professores e escolas ainda querem saber como isso vai funcionar.

Entre as principais mudanças anunciadas em Brasília na quinta-feira (22) está o currículo mais flexível, que visa manter os jovens na escola. Metade da carga horária será parte de um currículo nacional comum, e o restante será optativo.

Essas mudanças, no entanto, só devem surtir efeito prático a partir de 2018 porque o governo federal ainda precisa definir o que vai entrar no currículo comum a todos os alunos. Já o funcionamento das disciplinas optativas deve ser definido pela Secretaria Estadual e Educação e pela rede particular.

“A flexibilidade, a flexibilização desse modelo é a grande tônica. Uma escola pode se especializar, por exemplo, em linguagens, a outra em matemática (…)  porque ela tem esse direito de oferecer aquilo que o aluno quer buscar”, afirma a secretária-adjunta de Educação do rio Grande do sul, Iara Wortmann.

Já o Sindicato dos Professores, Cpers, diz que precisa de mais tempo para analisar as propostas anunciadas pelo governo federal. “Mas eu paro um pouco frustrada porque pelo tamanho do alarde que foi feito, foi pouco esclarecedor”, afirma Helenir Aguiar Schürer. “Não consigo imaginar alguém fazendo curso preparatório sem matemática? Não sei. Eu quero dizer que saio com mais dúvida do que com tranquilidade de saber o que está sendo proposto”, completa.

Já o Sindicato das Escolas de Ensino Privado (Sinepe) reclama que as escolas não foram ouvidas no processo, conforme afirma o vice-presidente da entidade, Osvino Toiller. “Eu acho que teria sido melhor se esses entes todos tivessem sido ouvidos, que tivessem meio ano para trazer contribuições, mas o texto base é esse”, afirma.

Fonte G1