Pinhal: BM vai investigar se houve excesso por parte de policial

Em entrevista ao jornal Folha do Noroeste na terça-feira (02) de maio, o comandante do 39º Batalhão de Polícia Militar de Palmeira das Missões, major Romulo Ricardo Serafini, disse que o morador de Jaboticaba que morreu 11 dias após ser baleado na perna teria desobedecido à ordem de parada dada por uma guarnição da Brigada Militar e acelerado em direção aos profissionais por não ter Carteira Nacional de Habilitação. Tiago Morais, 19 anos, morreu no Hospital de Três Passos na noite dessa segunda-feira, 1º, por complicações ocasionadas pelo ferimento. “A Brigada Militar adotou as medidas necessárias para a investigação do fato, o que será feito com imparcialidade e senso de justiça. Vamos investigar se houve excesso ou se o PM agiu dentro da técnica”, afirmou Serafini.
De acordo com o 39º BPM, por volta das 11h10 do dia 20 de abril, na saída do município de Pinhal, uma guarnição composta por quatro PMs fazia fiscalização de rotina, a fim de localizar armas de fogo, drogas e pessoas foragidas. Quando a motocicleta apareceu e a ordem de parada foi desobedecida, ao ver o veículo vindo em sua direção, um dos PMs disparou contra a perna do condutor, que ainda tentou fugir. “Um dos policiais teria tido a necessidade de utilizar a arma de fogo para evitar seu atropelamento. No dia 25 de abril já foi aberto Inquérito Policial Militar para averiguar o disparo efetuado e as circunstâncias da ocorrência. A guarnição, que havia efetuado o acompanhamento, verificou que o civil estava ferido e, antes de efetuar a identificação, providenciou o socorro ao Hospital de Rodeio Bonito, onde mais tarde foi constatado que não possuía a CNH”, expôs o major.
 
Questionado se o profissional foi afastado das funções, o comandante respondeu que não foi verificada motivação legal para isso. “A partir do óbito, iremos solicitar ao comando que ele tenha alguns resguardos durante a investigação”, concluiu.                    
 
Investigação civil
Conforme a delegada da Polícia Civil que responde pelo município de Pinhal, Aline Palma, o caso foi registrado no dia pelos próprios policiais que estavam na ocorrência.
 
Um inquérito civil foi aberto para apurar as circunstâncias do fato e segue em andamento. “A arma do PM foi apreendida pelo comando”, explicou a delegada. Já foram ouvidos testemunhas e familiares da vítima.