Polícia encontra corpo de ex-namorada do motorista morto na RS 305 em Horizontina

A Polícia Civil, Brigada Militar e a própria Polícia Rodoviária Estadual, trabalharam até por volta das 14h30 deste sábado (22) em uma casa no Bairro Cohab em Horizontina, onde o corpo de uma mulher, identificada como Bruna Lemos, funcionária de uma casa Pub, foi localizado sem vida e com vários sinais de ferimentos através de arma branca (faca).
Bruna trabalhou até por volta das 4h da madrugada deste sábado (22) e foi deixada em casa por uma colega de trabalho. Ela e o namorado Ailson, não estariam mais juntos havia três ou quatro dias, segundo amigos. Não se sabe a hora exata em que Ailson retornou à casa, mas estima-se ter sido entre o fim da madrugada e a hora do acidente, por volta das 8h45 da manhã.  Ailson Faustino morou com Bruna por pouco mais de um mês.
O homem foi localizado sem vida após acidente de trânsito do tipo saída de pista na RS 305, tendo o automóvel VW Gol por ele conduzido, atingido uma árvore de grande porte. O corpo de Ailson Faustino foi encaminhado ao Departamento Médico Legal de Santa Rosa no final da manhã, recolhido de onde aconteceu o acidente.
A equipe volante da Polícia Civil e o IGP Instituto Geral de Perícias fizeram o trabalho de identificação do corpo da mulher e o levantamento fotográfico do local. Uma faca suja de sangue foi localizada, havendo sinais de luta corporal no local.
O corpo de Bruna Lemos também foi encaminhado ao IML no meio da tarde. Segundo informações, Bruna deixa um filho, fruto de outro relacionamento. A criança estaria passando o final de semana com o pai e não estava na casa na madrugada de hoje.
O Delegado Regional de Polícia Dr. Ubirajara Diehl Jr, que neste final de semana também é o plantonista da Região Policial, esteve pessoalmente no local, acompanhado de sua equipe de inteligência.
Não há registros de desavenças entre o casal, no entanto, ouvindo relatos de pessoas no local do crime, destacam que Bruna queria interromper o relacionamento com Faustino, e teria confessado isso a pessoas próximas.
O delegado diz que não são muitos caminhos sobre os quais começam os trabalhos de elucidação. Se de fato o autor do crime de feminicídio é a vítima do acidente, ele foi a óbito, sendo impossível responsabilizá-lo pela autoria. “Buscaremos esclarecer no inquérito, num prazo de 30 dias se ele morreu em consequência do acidente de trânsito, nesse caso na tentativa de afastar-se do local do cometimento do crime, ou se ele praticou o suicídio jogando o carro contra as árvores”.
Segundo Dr. Ubirajara a violência contra mulher é uma triste realidade na região e no país. E infelizmente datas como as que estamos vivendo, de festas de final de ano, trazem em seu histórico as tragédias familiares.
* Jornal Folha Cidade