Policial morto em Montenegro foi atingido por tiro de espingarda que atravessou porta de casa

inda atordoados com a morte do escrivão Edler Gomes dos Santos e o ferimento grave em outro colega, policiais civis que atuam em Montenegro tentam descobrir o que motivou um criminoso a disparar contra agentes da lei, devidamente uniformizados.

O que já se sabe sobre o caso:

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alvo da busca que morreu no confronto é um conhecido abigeatário, com mais de 60 anos de idade. É proprietário rural e tem inclusive animais. A propriedade fica no distrito de Potreiro Grande, a 15 quilômetros da cidade de Montenegro.

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O homem que era buscado não é ligado a facções criminosas urbanas. Só se envolveu com quadrilhas de ladrões de gado. Tem antecedentes criminais por esse tipo de delito.

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O criminoso usou uma só arma para atingir os dois policiais: uma espingarda calibre 12, com dois canos. Disparou duas vezes e acertou as duas. Foi morto com tiros de pistola por um dos policiais. Na residência, foram encontradas diversas munições.

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O homem que morreu atirou através da porta, sem mirar nos agentes. A espingarda é muito potente e, por isso, mesmo com o chumbo atravessando a madeira, o resultado foi devastador para os policiais.

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Os quatro agentes que realizavam buscas no sítio do atirador estavam em duas viaturas caracterizadas da Polícia Civil, segundo o delegado Paulo Costa, de Montenegro, que foi ao local. Eles também usavam coletes à prova de balas, como é recomendado em operações. Foram atingidos na cabeça, área desprotegida.

Por que o criminoso disparou contra os policiais?

O delegado regional de Montenegro, Marcelo Farias, cogita que talvez o abigeatário não tenha acreditado que eram policiais que o cercavam.

— É cada vez mais comum criminosos usarem uniformes policiais, quando vão atrás de alguém para matar — ressalta o delegado.

Farias lembra que tempos atrás colegas seus foram recebidos à bala por um homem que permaneceu em silêncio durante as buscas. Ele não teria acreditado que eram agentes da lei.

Mais um caso de morte recente de policiais a ser analisado, para evitar tragédias como as que se repetiram este ano — esta é a quarta vítima em menos de três semanas, entre civis e militares.

Informações/ Humberto Trezzi Gaúcha ZH