Prefeito Eduardo Freire fala sobre a saída da Nestlé de Palmeira das Missões

A Nestlé, confirmou na segunda feira(01) o encerramento de suas atividades e demissão dos funcionários na planta de Palmeira das Missões. O prefeito Eduardo Russomano Freire emitiu uma nota sobre o caso com a postura da Administração Municipal, expondo que o município busca, a partir de agora, uma audiência com o Presidente da Nestlé, esperando também uma colaboração da mesma para facilitar a negociação com outras empresas que queiram usar de sua estrutura para se instalar em Palmeira das Missões.

A nota oficial da empresa diz o seguinte:

“A Nestlé decidiu encerrar a atividade de recebimento de leite em seu posto localizado em Palmeira das Missões (RS). Esse trabalho será absorvido pela unidade de Carazinho, no mesmo Estado. A medida visa otimizar a logística, alcançar maior flexibilidade para o transporte da matéria-prima e, consequentemente, maior eficiência de suas operações em um segmento de alta competitividade.Será mantida a compra de leite dos atuais 127 fornecedores que possuem propriedades em Palmeira das Missões ou nas proximidades do município, com a captação média de cerca de 100 mil litros/dia.A empresa oferecerá o apoio necessário aos 18 funcionários que serão desligados em função do encerramento das atividades no posto de Palmeira das Missões. Na cidade, manterá ainda os trabalhos de preservação e manutenção da unidade para futura venda ou locação.”

O prefeito Eduardo Freire falou oficialmente sobre o assunto

“A vinda da Nestlé para Palmeira representou para toda a comunidade uma esperança de progresso através da indústria. Isso acabou nunca acontecendo, pois era previsto a implantação de três etapas e apenas a primeira etapa foi concluída. A projeção da empresa era de até 500 empregos direto e nunca passaram de 60 colaboradores. A situação começou a se agravar quando a Nestlé adquiriu a antiga planta da Parmalat de Carazinho. Com isso a segunda etapa de Palmeira, a planta industrial, ficou contemplada a menos de 100 km com uma planta já pronta em Carazinho. Fizemos 04 reuniões com eles em SP e dezenas de reuniões aqui e em Carazinho, continuavam afirmando que os investimentos seriam realizados independente de Carazinho e que ainda não teriam ocorridos em virtude de problemas de Mercado. Nós últimos dois anos, a situação se agravou, a produção baixou demais e os colaboradores eram menos de 20. Mudamos a estratégia e com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, na época Ernani Polo, começamos a procurar outras empresas do ramo que pudessem assumir a unidade e industrializar um produto direto de Palmeira. Foram contatadas as empresas Piracanjuba, Lactalis, Santa Clara, C Vale, entre outras. Fizemos também uma reunião com o Presidente de Indústrias Lácteas do RS em Carlos Barbosa, Sr. Alexandre Guerra. Na última reunião, há 4 meses atrás, nos colocamos a disposição da Nestlé para o que fosse preciso e afirmaram que o problema deles era em virtude da política nacional do leite e que não poderíamos auxiliar em nada. Agora estamos exigindo uma audiência com o Presidente da Nestlé para a próxima semana, estamos estudando questões jurídicas que possam vir a ser adotadas e principalmente esperamos a colaboração da Nestlé facilitando a negociação com outras empresas, reconhecendo a sua função social, por tudo que recebeu do setor público.”

Foto Facebook/Nestlé

Por Sid Farias Jornalismo RP