Rio Grande do Sul tem dois casos suspeitos de febre amarela

O Rio Grande do Sul tem dois casos suspeitos de febre amarela. Tratam-se de um morador de Portão e outro de Dois Irmãos. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), apresentados na manhã desta sexta-feira, durante reunião do Grupo de Monitoramento de Ações Estratégicas de Combate ao Aedes aegypti, no ano passado foram 42 casos suspeitos, todos com resultado negativo para a doença.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, até o momento não há casos confirmados de dengue, febre chikungunya e zika vírus no Estado. Todas essas doenças, assim como a febre amarela, são transmitidas pelo mosquito. Desde 2009, o Rio Grande do Sul não registra casos confirmados de febre amarela silvestre. Em áreas urbanas, a circulação não ocorre desde 1942.
Em relação à vacinação, ele lembrou que mais de 70% da população gaúcha está imunizada em relação ao vírus. “Quem ainda não foi imunizado deve procurar os postos de saúde de qualquer município”, acrescentou o secretário. Em janeiro deste ano, foi ampliada a a área de recomendação de vacinação para todos as cidades gaúchas. Foram distribuídas mais de 106 mil doses da vacina, o que representa um acréscimo de 20% em relação a janeiro de 2017.
Sobre a febre amarela, não houve registro da doença entre os macacos, que são um indício da presença do vírus. Somente no ano passado foram coletadas amostras de 50 animais mortos em área silvestre, dos quais 45 já foram descartados e cinco ainda seguem em investigação. A presença desses animais é a principal forma de perceber a chegada da febre amarela, antes dela atingir as pessoas. Por isso, é preciso proteger os macacos, que são considerados sentinelas e são o alarme para a ocorrência do vírus.
Na mesma reunião foi divulgado o Informativo Epidemiológico de dengue, febre chikungunya e zika vírus, abrangendo as três primeiras semanas do ano. Foram 71 casos suspeitos notificados de dengue, nenhum ainda confirmado e oito já descartados. Febre chikungunya e zika vírus também não tiveram casos confirmados.
Correio do Povo