Suspeito de assaltos com reféns está foragido desde 2012, diz delegado

A Polícia Civil identificou o líder da quadrilha suspeita de cometer assaltos com reféns a agências bancárias na madrugada deste sábado (24) em São Sepé, na Região Central do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Joel Wagner, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), trata-se de um homem que está foragido desde 2012.

Em entrevista coletiva, Wagner observou que grupo age desde 2015 em municípios pequenos, sempre com muita violência, como mostra reportagem do RBS Notícias (veja no vídeo). “São indivíduos extremamente perigosos. Já temos o líder dessa organização criminosa identificado. Ele está foragido desde 2012, e contamos com a colaboração da comunidade. Se por ventura souberem alguma coisa com relação a delitos envolvendo uso de explosivos”, afirmou. Denúncias podem ser feitas por telefone pelo número 0800-510-2828.

Os bandidos chegaram em carros e renderam várias pessoas, que serviriam de escudo para que eles assaltassem dois estabelecimentos que ficam na mesma rua. O grupo formou um cordão humano com reféns, e ainda levou duas pessoas na fuga. Elas foram liberadas em um posto de gasolina em um município vizinho.

“Eles atiravam sem parar. Apontava um carro em qualquer esquina e eles atiravam”, relata um dos reféns, que pediu para não ser identificado.

“Eles gritaram para a gente se juntar, me deram dois chutes nas costas e mandaram a gente ficar lá. E a gente ficou lá por cerca de meia hora talvez parado”, conta outro refém.

As duas agências bancárias foram arrombadas com uso de explosivos. Câmeras de segurança de uma delas registraram a ação. Dois criminosos entram no banco com uma mulher refém. Colocam os explosivos, saem, e a explosão acontece.

No grupo que foi feito refém, estavam dois policiais à paisana, que trocaram tiros com os bandidos. Pelo menos três pessoas ficaram feridas, os dois policiais e um vendedor de lanches. A Polícia Civil informou que todos passam bem.

Imagem de câmera de segurança mostra o cordão humano em assalto em São Sepé (Foto: Reprodução)
Imagem de câmera de segurança mostra cordão
humano em assalto (Foto: Reprodução)

No local dos ataques, policiais encontraram diversos tipos de munições, estojos e projetis, nos calibres 9mm, .30 e 556. Os investigadores apuram a relação entre o caso desta madrugada, com outros ocorridos no ano de 2015 e 2016, em especial em Santana da Boa Vista, Barros Cassal e Cerro Grande do Sul.

A polícia ainda não confirmou se os bandidos conseguiram levar dinheiro na fuga. As buscas por suspeitos seguem pela região.

“Nós já ouvimos várias pessoas, já fizemos a perícia e a nossa equipe, a Defrec de Santa Maria está nos ajudando, o Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, está caminhando para cá, e certamente a gente vai unir esforços para chegar na autoria”, diz o delegado Antônio Firmino.

“Foi uma noite horrível. Nós acordamos com barulhos de explosões, muitas explosões, explosões muito fortes, e também um tiroteio, não era um tiro, eram rajadas de fuzis mesmo, então a gente acordou assustado”, lembra o jornalista Mateus Barreto.

Agências atacadas em São Sepé ficaram destruídas pela explosão (Foto: Vanessa Backes/RBS TV)
Agências atacadas em São Sepé ficaram destruídas pela explosão (Foto: Vanessa Backes/RBS TV)
Fonte G1 RS