Foto de Robinson Estrásulas/ Agencia RBS
Morreu neste domingo (2), aos 86 anos, em Porto Alegre, o tradicionalista Bagre Fagundes, um dos maiores representantes da cultura gaúcha. A morte de Euclides Fagundes Filho foi confirmada pelo filho, Ernesto Fagundes. O artista estava internado no Hospital Ernesto Dornelles desde maio, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória após se engasgar durante o almoço em casa. A despedida ocorrerá no Palácio Piratini, mas o horário ainda não havia sido divulgado.
Natural de Uruguaiana, Bagre nasceu em 3 de outubro de 1939, mas foi em Alegrete que construiu sua história e se tornou um dos principais símbolos do tradicionalismo gaúcho. O apelido "Bagre", recebido ainda na adolescência, o acompanhou por toda a vida e se transformou em uma marca artística reconhecida em todo o Rio Grande do Sul.
Ao lado do irmão Nico Fagundes, compôs Canto Alegretense, uma das músicas mais emblemáticas da cultura regional. A canção ultrapassou gerações e consolidou seu nome como um dos grandes defensores das tradições gaúchas.
Integrante do grupo Os Fagundes, Bagre dividia os palcos com os filhos Ernesto, Neto e Paulinho, mantendo viva a tradição familiar por meio da música. Mesmo aos 86 anos, seguia dedicado à valorização da cultura do Estado.
Além da carreira artística, teve atuação como advogado formado pela Universidade de Cruz Alta, vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol, presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e colunista do Diário Gaúcho.
Conhecido pelo bom humor, costumava dizer que seu maior objetivo ainda era "não fazer nada", frase repetida em entrevistas e que refletia sua forma leve de encarar a vida. Em 2019, recebeu o Troféu Origens durante uma homenagem pelos seus 80 anos.
Bagre Fagundes era casado há mais de 60 anos com Marlene Vilaverde e deixa os filhos Neto, Ernesto, Luciana e Paulinho, além de um legado que permanece vivo na música, na cultura e na identidade do povo gaúcho.
Publicado por
