Polícia Civil conclui investigação sobre morte de professora em Constantina
Ex-companheiro foi indiciado por feminicídio, ocultação de cadáver e incêndio doloso; inquérito foi encaminhado ao Judiciário
Publicado em 16/08/2026 às 21:05
Capa Polícia Civil conclui investigação sobre morte de professora em Constantina

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, em Constantina, e indiciou o ex-companheiro dela, Márcio Oliveira dos Santos, pelos crimes de feminicídio majorado por asfixia, ocultação de cadáver e incêndio doloso. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e deverá subsidiar a análise do Ministério Público sobre o oferecimento de denúncia.

Segundo a investigação, a motivação apontada é de natureza passional. O suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento com Glória, que durou aproximadamente 25 anos e havia terminado cerca de quatro meses antes do crime.

Perícia apontou esganadura

O corpo da professora foi localizado em 12 de julho, após o combate a um incêndio na residência onde ela morava, no bairro Florestal. Inicialmente, houve a hipótese de suicídio, mas o avanço das investigações e os exames periciais apontaram que o incêndio teria sido provocado para ocultar provas e alterar a cena do crime.

A perícia identificou marcas de esganadura no pescoço da vítima, além de um corte no pulso direito. Conforme a investigação, conduzida pelo delegado Cristiano De Bone, o ferimento no braço não seria compatível com uma autoagressão.

Glória era destra e, segundo os elementos periciais, o padrão do corte indicaria a possível intervenção de uma terceira pessoa.

Mais de 20 testemunhas foram ouvidas

Durante o inquérito, mais de 20 testemunhas prestaram depoimento. De acordo com a Polícia Civil, os relatos ajudaram a confirmar um histórico de conflitos, perseguições e episódios de violência psicológica envolvendo a professora.

Márcio Oliveira dos Santos está preso preventivamente na Casa de Detenção de Sarandi. Ele havia sido preso temporariamente em 16 de julho e, posteriormente, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após representação da autoridade policial.

Inquérito segue para o Ministério Público

Com a conclusão das diligências e o indiciamento formal, o inquérito foi remetido ao Judiciário. A partir de agora, caberá ao Ministério Público analisar as provas reunidas pela Polícia Civil e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo Rádio Ametista / GZH Passo Fundo

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