Júri analisa nesta quinta-feira participação na morte de prefeito de Lajeado do Bugre
Rafael e Victor Lyrio respondem por acusações relacionadas ao assassinato de Roberto Maciel Santos, ocorrido em 2022 dentro da Prefeitura
Publicado em 08/10/2026 às 07:45
Atualizado em 08/10/2026 às 07:46
Capa Júri analisa nesta quinta-feira participação na morte de prefeito de Lajeado do Bugre

O assassinato do prefeito de Lajeado do Bugre, Roberto Maciel Santos, será levado a julgamento nesta quinta-feira (8), em sessão realizada no Fórum de Passo Fundo. O processo envolve Rafael dos Santos Lyrio e Victor Santos Lyrio, acusados de participação na ação que resultou na morte do prefeito e deixou outro homem ferido.

O crime ocorreu em 24 de novembro de 2022, dentro da sede da Prefeitura Municipal. Roberto foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu no local. Também estavam no gabinete o então vice-prefeito Ronaldo Machado da Silva e Marcelo de Campos Wolff. Marcelo foi atingido e sobreviveu, enquanto Ronaldo conseguiu escapar dos disparos.

Acusação aponta planejamento da ação

De acordo com a acusação, Rafael e Victor teriam participado da articulação e do planejamento do crime, auxiliando outros integrantes envolvidos na execução. O processo aponta que os dois teriam mantido contatos telefônicos e orientado o responsável pelos disparos durante a fuga.

A acusação sustenta que o homicídio teria sido planejado por integrantes de uma organização criminosa em razão de supostas cobranças de valores que não teriam sido repassados pelas vítimas.

O processo também apresenta acusações de tentativa de homicídio contra Ronaldo e Marcelo, além de acusações de extorsão contra familiares do prefeito. Segundo o Ministério Público, após a morte de Roberto, a esposa e a filha dele teriam sido ameaçadas e cobradas em R$ 50 mil para que fossem deixadas em paz.

Defesa contesta envolvimento dos acusados

A defesa de Rafael e Victor nega que os dois tenham participado do homicídio. O advogado criminalista Jader Marques sustenta que os acusados são apontados no processo como partícipes, mas não teriam sido responsáveis pelos disparos.

A tese defensiva também considera o depoimento do homem apontado como executor do crime. Segundo a defesa, ele teria confessado os disparos e afastado a participação dos dois jovens na execução do prefeito.

Os advogados afirmam ainda ter reunido elementos durante a tramitação do processo para sustentar a ausência de participação de Rafael e Victor no homicídio. A defesa pretende apresentar essa argumentação aos jurados durante a sessão.

Julgamento ocorre em Passo Fundo

O júri foi transferido de Lajeado do Bugre para Passo Fundo e tem previsão de duração de um a dois dias. A sessão deverá reunir acusação e defesa para apresentação das provas e dos argumentos relacionados à participação dos dois réus nos crimes.

A decisão sobre a responsabilidade dos acusados caberá aos jurados, conforme os fatos e as provas analisados durante o julgamento.

Fonte: Ramon Mendes - Jornalismo RP / Rádio Uirapuru

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