Foto de Fernando de Souza / Moinho da Canção Gaúcha / Reprodução
O 2º Moinho Piá, realizado na noite de domingo (14), no Ginásio de Esportes do Parque Municipal de Panambi, revelou novos talentos da música nativista gaúcha e premiou jovens intérpretes das categorias Piá (7 a 9 anos) e Piazito (10 a 14 anos). O festival integrou a programação do Moinho da Canção Gaúcha e reuniu 10 composições selecionadas entre 74 inscritas.
Na categoria Piá, o primeiro lugar ficou com João Pedro Machado, intérprete da música “Potro Sem Dono”, de Paulo Portela Fagundes. A segunda colocação foi conquistada por Valentina Lucca, com “Menino Potro”, enquanto Betina Kiara Lucca dos Santos garantiu o terceiro lugar com “O Primeiro Romance”.
Já na categoria Piazito, Laura Guedes venceu com a canção “Trinca de Reis”, de Túlio Urach e Gibão Strazzabosco. Muriel Guadagnin Kirst ficou em segundo lugar com “Cancha”, e Valentina Santos Pereira Mazuí conquistou a terceira colocação com “A Pena”.
O prêmio de Música Mais Popular foi entregue a Isabella Tramontina da Silva pela interpretação de “Poema Não Escrito”, composição de Tadeu Martins e Lenin Nuñez. Além das premiações principais, todas as dez músicas finalistas receberam prêmio de participação no valor de R$ 1 mil.
Canções apresentadas
As apresentações começaram com João Antônio Zambrano da Silva, que interpretou “A Fronteira e o Vento”. Na sequência, Dhayra Gabrielle Labrea Cesarino subiu ao palco com “Boneca de Pano”; Valentina Lucca apresentou “Menino Potro”; Betina Kiara Lucca dos Santos interpretou “O Primeiro Romance”; e João Pedro Machado defendeu “Potro Sem Dono”.
Pela categoria Piazito, Luciane Walter Moreira apresentou “A Alma Delicada da Lembrança”; Valentina Santos Pereira Mazuí interpretou “A Pena”; Muriel Guadagnin Kirst defendeu “Cancha”; Isabella Tramontina da Silva cantou “Poema Não Escrito”; e Laura Guedes encerrou as apresentações concorrentes com “Trinca de Reis”.
Abertura e homenagem
A programação teve início com apresentação da Invernada Mirim do CTG Tropeiro Velho. O grupo, formado por 29 dançarinos entre 10 e 13 anos, apresentou uma coreografia inspirada na construção dos relacionamentos por meio da convivência, do respeito e do diálogo, estabelecendo uma analogia com o trabalho paciente do pássaro joão-de-barro na construção de seu ninho.
Durante o evento, o público também prestou uma homenagem ao artista missioneiro Pedro Ortaça, falecido em 2026. Em um momento de emoção, foi realizado um minuto de aplausos em memória do cantor e compositor, justamente no ano em que se celebram os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis.
Festival e avaliação
A comissão julgadora foi formada pela cantora e professora de canto Lú Schiavo, pelo letrista Rômulo Chaves e pelo músico, compositor e instrumentista João Paulo Deckert.
Natural de Panambi, Deckert também foi a atração responsável pelo show de encerramento do festival antes da cerimônia de premiação. O artista chega ao evento após conquistar o título da Categoria Geral do 37º Carijo da Canção Gaúcha, realizado em Palmeira das Missões, com a composição “Ajoujo”.
Promovido pelo Município de Panambi, o festival teve produção cultural da Coordenadoria Municipal de Cultura e da Danna Comunicação Integrada. A iniciativa contou com financiamento do Município de Panambi, Pró-Cultura RS, Secretaria Estadual da Cultura, Política Nacional Aldir Blanc, Sistema Nacional de Cultura e Ministério da Cultura. A cantina e a praça de alimentação tiveram a renda revertida em benefício da APAE.
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