Foto de ASCOM - Cotrisal / Divulgação
A Soli3 obteve aprovação de um limite de crédito de R$ 150 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de máquinas e equipamentos destinados à sua futura unidade de processamento de soja. O empreendimento é resultado da união das cooperativas gaúchas Cotrijal, Cotripal e Cotrisal e está em construção no Rio Grande do Sul.
Os recursos foram aprovados por meio do programa Fundo Clima – Máquinas Verdes, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e operacionalizado pelo BNDES. A linha de financiamento apoia iniciativas que contribuam para a transição para uma economia de baixo carbono. O prazo para utilização do crédito é de dois anos, com possibilidade de prorrogação por mais 12 meses.
Além de ampliar o valor agregado à produção recebida dos cooperados, o projeto busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e contribuir para a adaptação às mudanças climáticas.
Produção de biodiesel e redução de emissões
Conforme o presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, a unidade terá capacidade para produzir 225 mil metros cúbicos de biodiesel por ano. Segundo o dirigente, a operação poderá evitar emissões equivalentes a aproximadamente 360 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO?e) anualmente.
Döwich destacou que o investimento acompanha a estratégia das cooperativas de avançar na industrialização como forma de impulsionar o crescimento do cooperativismo gaúcho.
Unidade terá capacidade para esmagar 1 milhão de toneladas de soja
Constituída em 2024, a Soli3 foi criada para atuar como braço industrial das cooperativas associadas, transformando a produção agrícola em produtos de maior valor agregado. Além do processamento da soja, a unidade deverá produzir farelo, óleo de soja, biodiesel e glicerina.
O projeto prevê capacidade de esmagamento de 1 milhão de toneladas de soja por ano. A estrutura também contará com um terminal ferroviário interno para a expedição de farelo, soja, óleo degomado e biodiesel. A conclusão das obras está prevista para maio de 2028.
De acordo com Döwich, o planejamento da empresa já contempla a possibilidade de duplicar a capacidade de esmagamento. O terminal ferroviário também poderá viabilizar novos negócios, incluindo a movimentação de fertilizantes com aproveitamento do frete de retorno.
Investimento total chega a R$ 1,25 bilhão
Orçado em R$ 1,25 bilhão, o empreendimento também conta com créditos aprovados pelo Banrisul e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A Soli3 mantém negociações para obter recursos adicionais junto ao Badesul, agência de fomento do Rio Grande do Sul.
A implantação da indústria representa uma estratégia das cooperativas para ampliar a participação na cadeia produtiva da soja, avançando da produção agrícola para a transformação industrial e a geração de novos produtos e oportunidades de negócio.
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